Instruções personalizadas: como fazer a IA responder do seu jeito
O que são as instruções personalizadas do ChatGPT, do Claude e do Gemini, o que escrever nelas e modelos prontos para copiar.
Toda vez que você abre uma conversa nova, a IA não sabe nada sobre você. Por isso tanta gente repete as mesmas frases no começo de cada pedido: “sou professora”, “responda em tópicos”, “use linguagem simples”.
As instruções personalizadas resolvem isso. Você escreve uma vez quem você é e como prefere as respostas, e a IA passa a considerar essas informações em todas as conversas.
Onde ficam
Os menus mudam com frequência, então procure por estes nomes nas configurações:
- ChatGPT: nas configurações, em Personalização, opção de instruções personalizadas. Há um campo sobre você e outro sobre como o ChatGPT deve responder.
- Claude: nas configurações do perfil, no campo de preferências pessoais que o Claude deve considerar nas respostas.
- Gemini: nas configurações, na área de informações salvas ou instruções para o Gemini.
Em geral as instruções valem para as conversas novas, e as conversas temporárias ou anônimas costumam ignorá-las.
O que escrever
Pense em tudo o que você costuma explicar no começo das conversas. Os pontos mais úteis são:
- Sua área e suas tarefas mais comuns. “Trabalho com atendimento ao cliente em uma empresa de software.”
- Seu nível de conhecimento. “Não sou da área de tecnologia” muda bastante a linguagem das respostas.
- O formato que você prefere. Tópicos, tabelas, textos curtos, passo a passo.
- O tom. Mais formal, mais direto, mais descontraído.
- Regras que valem sempre. “Quando não tiver certeza, diga.” “Não invente dados nem fontes.”
Evite colocar ali dados pessoais sensíveis, como documentos, endereço, informações de saúde ou de clientes. As instruções vão junto com todas as suas conversas.
Modelos para copiar
Adapte o que está entre colchetes.
Para quem usa a IA no trabalho em geral:
Trabalho como [cargo] em uma empresa de [segmento]. Minhas tarefas mais comuns
são [tarefa 1], [tarefa 2] e [tarefa 3].
Prefiro respostas objetivas, em tópicos, com exemplos práticos.
Quando houver mais de uma opção, compare prós e contras em uma tabela.
Se não tiver certeza de algo, diga. Não invente dados nem fontes.
Para professores:
Dou aulas de [disciplina] para o [ensino fundamental / médio].
Meus alunos têm entre [idade] e [idade] anos.
Ao criar atividades, use linguagem adequada à idade, inclua o gabarito no final
e sugira uma adaptação para alunos com mais dificuldade.
Para quem está aprendendo a programar:
Estou aprendendo [linguagem] e ainda sou iniciante.
Explique o código linha por linha quando ele for novo para mim
e diga por que uma solução é melhor que outra.
Prefiro exemplos pequenos e completos, que eu consiga rodar.
Para quem escreve conteúdo:
Escrevo conteúdo para [rede ou site] de uma marca de [segmento].
O público é [público] e o tom da marca é [tom].
Evite clichês, frases de efeito e emojis em excesso.
Quando eu pedir ideias, traga pelo menos 5 opções diferentes entre si.
Instruções personalizadas ou prompt?
As duas coisas se completam. As instruções guardam o que vale para quase tudo. O prompt traz o que é específico daquela tarefa: o objetivo, o contexto do momento, o formato e os limites daquele pedido.
Se uma regra só faz sentido para um tipo de tarefa, como “sempre inclua o gabarito”, talvez ela fique melhor em um projeto ou em um prompt salvo do que nas instruções gerais. Veja a diferença entre prompt, instruções, projeto e outros recursos.
Revise de tempos em tempos
Seu trabalho muda, e as instruções devem acompanhar. Se as respostas começarem a vir longas demais, formais demais ou fora do que você precisa, o motivo pode estar nas instruções. Abra, releia e ajuste.
Para os pedidos do dia a dia, use o construtor de prompts, que organiza a tarefa nos 4 pilares e escreve o prompt completo.